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Reclamações sobre demora no atendimento do PS do Hospital Regional disparam

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Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

Discussões sobre o atendimento do pronto-socorro do Hospital Regional de Ilha Solteira são comuns. E crescem ou diminuem, dependendo do ciclo, principalmente de doenças, como Dengue e gripe. Mas, nas últimas semanas, as reclamações dispararam.

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No centro da discussão está o número de pacientes que passam diariamente pela unidade. Para esse grupo, falta funcionários e médicos. Já para o Hospital, o volume está além da capacidade de atendimento.

Outro fator é que, para o Hospital, parte dos pacientes que procuram o pronto-socorro poderiam buscar atendimento nas unidades de saúde (são 12 em Ilha Solteira), por não serem considerados casos de urgência e emergência. Mas, esse procedimento, não está claro para a população, o que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, pretende mudar.

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Na semana passada, quando o Ilhadenoticias e o Ilha News estiveram no Hospital Regional, o pronto-socorro estava cheio de pacientes. E, pelas fichas de atendimento (foto abaixo), todos os casos não eram considerados de urgência e emergência.

Ao chegarem na unidade, pacientes passam por uma triagem/avaliação e recebem uma classificação de risco

Independente da causa, as reclamações em relação ao atendimento são muitas. No último dia 30, por exemplo, uma moradora da zona rural de Ilha Solteira deu entrada com a filha na unidade às 18h36, com dor de garganta e febre. Ela só deixou a unidade depois da uma da manhã de quarta-feira (1º). “Ficamos aguardando até às 21 horas e nada. Pedi um termômetro emprestado e a febre tinha aumentado. Ela começou a chorar de dor e sempre sonolenta. Tentava beber água e não conseguia, pois estava com muita dor. Por volta da meia-noite, uma moça ficou alterada lá dentro. Foi quando chamaram umas 10 pessoas para aguardar atendimento em um corredor. Mas só foram atender depois da uma hora da manhã, porque fui reclamar”, disse a moradora.

Volume
O Ilhadenoticias e o Ilha News estiveram no início da semana no Hospital Regional, conversando com a administração da unidade. Neste dia, era grande o movimento no pronto-socorro.

O Hospital mantém três médicos atendendo no PS de segunda à sexta, das 7h às 19h, horário de maior atendimento. Das 19h à meia-noite, são dois profissionais, e um da meia-noite às 7h. Já aos finais de semana, são dois das 7h à meia-noite e um durante a madrugada.

A direção afirma que parte dos pacientes que procuram a unidade, são de atendimento ambulatorial. Ou seja, que poderiam passar pelas unidades de saúde do Município.

Nas últimas semanas, de segunda à sexta, pelo menos 150 pacientes tem passado pela unidade diariamente. Para a direção, é muito para o tamanho da cidade. “É um pronto-socorro para atender urgência e emergência, mas não negamos atendimento ambulatorial. Mas chega uma hora que não dá”, informou a unidade.

Ao chegar na unidade, o paciente passa por uma triagem/avaliação e recebe uma classificação de risco. Os que recebem a cor verde, serão atendidos só após os casos classificados como amarelo e vermelho. E, nesses casos, a espera pode ser de, no mínimo, quatro horas.

A direção também destaca que, em muitos casos, esse prazo que parte dos pacientes permanece no pronto-socorro, não é só para atendimento. Muitos aguardam, também, resultados de exames. “Ele pode ficar esperando, mas passa pelo médico, faz exame e sai com a receita”, informou a direção.

O Ilhadenoticias e o Ilha News também estiveram na Secretaria de Saúde conversando sobre a situação do pronto-socorro. A pasta, inclusive, ficou de enviar uma relação de serviços/exames/procedimentos sobre o que pode e o que não pode ser realizados nas unidades de saúde e que poderiam desafogar o pronto-socorro. Mas, até o fechamento deste texto, isso não ocorreu.

Reforma do pronto-socorro está parcialmente paralisada por falta de recursos

Reforma e mudança
No meio disso, ainda está a reforma do pronto-socorro do Hospital Regional. Ela começou há dois anos e, sem recursos, parcialmente paralisada.

A administração concentrou os recursos recebidos do Governo do Estado (R$ 700 mil) e próprios na parte interna, que está bastante adiantada. Já a externa está paralisada, à espera de mais dinheiro.

Com a reforma, o Hospital mudou o pronto-socorro de lugar, com as salas de médicos e outros atendimentos em um corredor. Agora, a parte pronta vem sendo ocupada.

O problema é que os pacientes ainda estão distantes.

 

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