Douglas Cossi Fagundes
Da Redação
Símbolos de uma época em que a comunicação dependia de fichas e cartões telefônicos, os tradicionais orelhões estão com os dias contados em Ilha Solteira. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou neste mês o processo definitivo de retirada dos telefones públicos em todo o país. A remoção será gradual e deve seguir até o fim de 2028.
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Os aparelhos que ainda permanecem nas ruas hoje permitem apenas ligações locais e nacionais gratuitas para telefones fixos. A medida de desativação ocorre após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, o que desobriga as operadoras de manterem a estrutura de telefones públicos. A decisão reflete a forte queda no uso do serviço, consequência direta da popularização dos celulares.
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De acordo com a Anatel, ainda existem 27 orelhões instalados em Ilha Solteira, como o da Avenida Brasil Sul (foto). Não há confirmação, porém, se todos seguem em funcionamento.
Houve um tempo em que os orelhões eram a principal alternativa para realizar ligações DDD e DDI. No início, o uso era feito com fichas telefônicas, semelhantes às utilizadas em brinquedos de parques de diversão. Depois, elas foram substituídas por cartões telefônicos, que podiam ser adquiridos e recarregados em agências e estabelecimentos credenciados da então Telefônica — atual Vivo.
Criado para democratizar o acesso à comunicação, o orelhão foi mais do que um equipamento público: virou ponto de encontro, referência urbana e até abrigo improvisado da chuva. Para muitos, era ali que se ouvia o clássico aviso de “chamada a cobrar” e se esperava, ansiosamente, a ficha “cair” — literalmente — para completar a ligação.
O modelo foi criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Pelo formato característico, recebeu apelidos como “tulipa” e “capacete de astronauta”, até se consagrar com o nome popular que atravessou gerações: orelhão.
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