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Por 8 a 1, Câmara rejeita projeto que previa remanejamento de R$ 6,6 milhões do orçamento

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Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

Por oito votos a um, a Câmara de Ilha Solteira rejeitou o Projeto de Lei 3/2026, de autoria do prefeito Rodrigo Kokim (PL), que solicitava autorização para abertura de crédito adicional suplementar no orçamento deste ano, com o remanejamento de R$ 6,6 milhões entre secretarias da Prefeitura. Apenas o líder do governo na Casa, vereador Sargento Carlos, votou a favor da proposta.

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O prefeito pode remanejar parte do orçamento entre áreas da mesma secretaria sem autorização do Legislativo, respeitando o limite de até 10% do valor total. Acima desse percentual, é necessária aprovação da Câmara.


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No projeto encaminhado aos vereadores, o Executivo justificou que o valor seria utilizado para o pagamento de despesas com a contratação de empresa para serviços de limpeza urbana e para repasses financeiros a entidades do terceiro setor.

O Ilhadenotícias apurou que, do total solicitado — com recursos destinados à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Agronegócio, Pesca e Meio Ambiente — R$ 4,6 milhões seriam para o pagamento de uma empresa responsável pela limpeza da cidade, que ainda seria contratada por meio de licitação a ser aberta. Outros R$ 970 mil seriam direcionados ao pronto-socorro do Hospital Regional, enquanto R$ 1 milhão seria para a subvenção de entidades.

Presidente da Câmara, vereador Ricardo Casagrande

Acordo
O presidente da Câmara, vereador Ricardo Casagrande (MDB), disse que havia um acordo prévio com o Governo Municipal, definido em reunião com os secretários Marquinhos de Paula (novo secretário de Governo) e Alexandre Dias (Administração). Segundo ele, o entendimento previa o remanejamento de R$ 3 milhões. No entanto, o projeto enviado ao Legislativo solicitava mais que o dobro do valor acordado, totalizando R$ 6,6 milhões.

Também pesou para a rejeição o fato de a proposta prever a retirada de cerca de R$ 3 milhões da área da Saúde e R$ 1 milhão da Assistência Social.

Ricardo Casagrande afirmou ainda que, mesmo com a rejeição do projeto, a Prefeitura teria condições de contratar a empresa de limpeza com o orçamento atual da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Agronegócio, Pesca e Meio Ambiente.

Ele também afirmou que a Câmara aprovaria um projeto que destine recursos ao Hospital Regional, independentemente do valor.

Prefeitura
Até o momento, a Prefeitura não se manifestou sobre a rejeição do projeto nem informou quais medidas pretende adotar em relação à limpeza urbana e aos repasses previstos para o Hospital Regional e entidades.

Se houver alguma manifestação, o texto será atualizado.

 

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