Ilhadenoticias.com
Da Redação
A Polícia Civil abriu dois inquéritos para apurar suspeitas de agressões contra crianças em uma creche municipal de Ilha Solteira (SP). A investigação começou após o relato de um aluno à diretora da unidade e avançou com a análise das câmeras de segurança, o afastamento cautelar de uma educadora e o acionamento do Conselho Tutelar.
+ NOTÍCIAS: Clique e faça parte do canal do Ilhadenoticias no WhatsApp
O caso veio à tona depois que uma criança contou à diretora que teria tido a orelha puxada. A direção comunicou a situação à supervisão da Secretaria Municipal de Educação, que passou a analisar as imagens da creche.
Segundo a secretária de Educação, Kelle Pacola, durante a análise foram identificadas condutas consideradas inadequadas envolvendo outras crianças. A partir disso, a supervisão passou a convocar individualmente os responsáveis pelos alunos que aparecem nas gravações.
A Secretaria ainda não informou um número definitivo de possíveis casos, porque as imagens continuam sendo analisadas. Novas famílias poderão ser chamadas caso outras situações sejam identificadas.
LEIA TAMBÉM
CULTURA: Noite Ilhense terá triagem ao vivo com 20 canções na disputa por 10 vagas
ESPORTE: Ilha Solteira é vice em etapa do Paulista de Biribol em Birigui
Relatos de mães ampliaram a apuração
Além das situações observadas nas imagens, mães de crianças da unidade relataram outros episódios que, segundo elas, teriam ocorrido em locais não alcançados pelas câmeras.
Uma das mães contou que o filho relatou ter tido a orelha puxada pela educadora. Ao procurar a escola, ela foi informada de que o episódio não aparecia nas gravações. Questionada sobre onde teria acontecido, a criança teria respondido que foi no banheiro.
Outra mãe relatou que o filho contou ter sido atingido na cabeça com uma colher.
Também há o relato de uma criança que teria recebido um puxão de orelha depois de fazer xixi sentado. Segundo a mãe, a educadora teria dito que menino deveria fazer xixi em pé. A criança teria chorado após o episódio.
A mãe afirmou ainda que fazer xixi sentado era um hábito ensinado por ela em casa.
Os relatos apresentados pelas famílias ainda são objeto de investigação e não representam conclusão sobre eventual responsabilidade da servidora.
Mudanças de comportamento
As mães ouvidas afirmaram ter percebido mudanças no comportamento dos filhos após os episódios relatados.
Entre os sinais mencionados estão choro, pesadelos e resistência para ir à escola.
Segundo os relatos, inicialmente algumas famílias chegaram a questionar se os fatos estavam sendo devidamente apurados. Com o avanço das providências adotadas pela Secretaria de Educação, Conselho Tutelar e Polícia Civil, as mães passaram a acompanhar o andamento da investigação.
A apuração começou dentro da própria unidade, depois que a diretora recebeu o relato de uma criança e procurou a supervisão da Secretaria de Educação para verificar as imagens.
Dois inquéritos foram instaurados
A delegada Carolina Tucunduva informou que, até o momento, dois inquéritos policiais foram instaurados.
O primeiro teve origem em um ofício encaminhado pelo Conselho Tutelar, que comunicou os fatos à Polícia Civil após ter sido acionado pela Secretaria de Educação.
A delegada requisitou as imagens das câmeras à Prefeitura, e o material já foi entregue à Polícia Civil.
Posteriormente, uma segunda mãe procurou a polícia. Segundo Carolina, a criança também aparece nas imagens analisadas. Uma nova ocorrência foi registrada e um segundo inquérito foi instaurado.
A investigação poderá ser ampliada. A Polícia Civil pretende procurar os responsáveis pelas demais crianças da turma para verificar se existem outras queixas ou mudanças de comportamento que possam indicar novos episódios.
A delegada informou ainda que o contato com as crianças deverá considerar, inicialmente, se elas apresentam condições de fazer relatos sobre o que teria acontecido.
Educadora foi afastada por 60 dias
Paralelamente à investigação policial, a Prefeitura instaurou uma sindicância administrativa para apurar a conduta da servidora.
De acordo com Kelle Pacola, após a análise inicial das imagens, a supervisão adotou medidas para manter a educadora fora da unidade a partir de 4 de setembro.
Em 8 de setembro, após o feriado, a Comissão de Sindicância formalizou o afastamento cautelar por 60 dias, sem prejuízo do salário.
A portaria também estabeleceu restrições de acesso da servidora às creches e demais unidades municipais de Educação Infantil durante o período de afastamento.
A sindicância tramita sob sigilo. Segundo a secretária, caberá à comissão apurar os fatos, garantindo à servidora o direito de apresentar sua defesa.
Imagens continuam sendo analisadas
A Secretaria de Educação mantém a análise das gravações da unidade. À medida que possíveis situações envolvendo outras crianças são identificadas, os responsáveis são chamados individualmente pela supervisão.
As imagens não foram apresentadas diretamente às mães. Segundo Kelle Pacola, a medida busca preservar as crianças e a própria servidora enquanto os fatos ainda estão sendo apurados.
O caso passou por diferentes instâncias: a direção comunicou a supervisão da Educação; o Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou os fatos à Polícia Civil; e a Secretaria de Educação encaminhou a situação ao setor Jurídico da Prefeitura, que a remeteu à Comissão de Sindicância.
Enquanto a investigação policial segue com dois inquéritos instaurados, a sindicância continua na esfera administrativa e a Secretaria de Educação mantém a análise das imagens para verificar se existem outros possíveis casos.
As mães afirmam esperar a conclusão das investigações e eventual responsabilização caso as suspeitas sejam comprovadas.
O Ilhadenotícias não conseguiu contato com a servidora ou com sua defesa, já que sua identidade não foi divulgada. O espaço permanece aberto para manifestação.
Siga o ilhadenotícias nas redes sociais: Whatsapp clicando aqui, no Facebook clicando aqui e aqui, no Instagram aqui, no youtube aqui e no twitter aqui
Receba notícias pelo Whatsapp
Quer receber notícias no seu celular sem pagar nada? 1) adicione este número à agenda do seu telefone: 18 99132-5461; 2) envie uma mensagem para este número por WhatsApp, informando seu nome
O www.ilhadenoticias.com não autoriza a reprodução parcial ou integral deste texto
Os comentários referentes ao texto são de inteira responsabilidade do seu autor, já que estão diretamente ligados às suas contas nas redes sociais













