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sexta-feira - 1 março - 2024
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Em nota, estudante nega racismo e ameaça

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

O estudante acusado de racismo e ameaça por um outro aluno da UNESP, em caso ocorrido no último dia 24, em um bar da zona sul, negou os fatos em nota enviada ao portal Ilhadenoticias.

Ele confirma que chamou o jogador de Lukaku (Romelu Lukaku, jogador belga e negro, que defende o Chelsea), mas que não teve a intenção de “diminuí-lo ou ofender sua dignidade”. Alega que o fez porque “foi assim que ele se identificou quando eu o conheci, tão logo chegou na universidade”. “Eu não sou racista e condeno qualquer desrespeito a dignidade de qualquer pessoa”, diz o estudante na nota.

Ele também afirma que se desculpou com o aluno por duas vezes, a primeira logo que foi questionado, e no dia seguinte ao ocorrido. “Imediatamente, quando questionado por ele sobre isso, me desculpei, assim como, igualmente o fiz no dia seguinte”, afirma o estudante na nota.

Apesar de confirmar que chamou o aluno de Lukaku, ele nega que tenha feito ameaças ou pichado a calçada da república. “Nego veementemente a prática de ameaça ou pichação, o que será devidamente apurado, com o rigor necessário, pelo órgão competente”, disse o estudante.

A nota também traz a informação que a situação no bar teria começado porque o aluno, junto com outros amigos, teria ido na república do acusado e jogado sacos com lixo orgânico na frente da casa e dentro do imóvel. A ação, inclusive, teria sido captada por um sistema de monitoramento de um estabelecimento que fica vizinho ao local.

Confira a nota na íntegra

No dia 24/08 me envolvi em uma discussão pública com um colega de faculdade.

Isso porque, na madrugada do dia anterior, por volta das 02h da manhã, esse colega foi até a república onde moro, e, enquanto todos dormiam e sem qualquer razão, despejou vários sacos de lixo orgânico na frente da minha casa.

Alguns outros sacos de lixo podre foram jogados dentro da residência e outros arremessados no telhado. Parte do lixo podre jogado dentro da residência foi ingerido pelo nosso cachorro, que passou mal nos dias que se seguiram.

Esse fato foi capturado por câmeras de segurança de um estabelecimento comercial vizinho. Essas imagens estão salvas e serão entregues para análise das autoridades.
Apesar do colega estar encapuzado quando praticou tal ato, ele foi identificado no vídeo assim que chegou no local e antes de tapar o rosto.

Quando o encontrei no dia seguinte, o questionei sobre o que ele havia feito e, de fato, me referi a ele como LUKAKO – nome de um jogador de futebol belga.

Ressalto que me reportei a ele dessa forma, porque foi assim que ele se identificou quando eu o conheci, tão logo chegou na Universidade.

Este, era, portanto, o “apelido” pelo qual eu o conhecia.

Eu não sou racista e condeno todas as formas de desrespeito à dignidade de qualquer pessoa.

Não fui racista ou preconceituoso, tampouco tive intenção de diminuí-lo ou ofender sua dignidade quando o chamei pelo nome do famoso Jogador de futebol.

Tanto que, imediatamente, quando questionado por ele sobre isso, me desculpei, assim como, igualmente o fiz no dia seguinte.

Contudo, nego veementemente a prática de ameaça ou pixação, o que, será devidamente apurado, com o rigor necessário, pelo órgão competente.

Saliento que jamais tive intenção de ofender o colega, como eu disse, o nome do jogador para mim era um apelido e não um xingamento, de todo modo reitero meu pedido de desculpas.

Entenda o caso
Um aluno da UNESP de Ilha Solteira, de 19 anos, procurou a Polícia alegando ter sido vítima de racismo e ameaça quando estava em um bar da zona sul de Ilha Solteira.

De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil, a vítima informou que estava com amigos no estabelecimento, quando duas pessoas chegaram no local e começaram a observá-lo.

A vítima informou que um deles se aproximou e falou “E aí Lukaku”, referência a Romelu Lukaku, jogador belga e negro, que defende o Chelsea.

O acusado teria voltado à mesa mais duas vezes, falando a mesma coisa. Na terceira, a vítima falou que aquilo era racismo. O acusado, então, teria dito “que ele deveria ter orgulho de ser chamado pelo nome de um jogador preto”.

A vítima relatou, ainda, que o acusado passou a fazer ameaças, dizendo que ia bater nele e nos amigos que estavam com ele. E que ele “deveria aceitar o seu lugar e que racismo era mimimi”.

O acusado ainda teria feito ameaças de morte. Foi quando todos que estavam na mesa decidiram ir embora.

No dia seguinte, ao acordarem, encontraram pichado na calçada que fica na frente da casa a frase “sua hora vai chegar”.

 

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