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quarta-feira - 21 fevereiro - 2024
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Caso de Racismo: UNESP, república e organizações estudantis divulgam notas de repúdio

Ilhadenoticias.com
Da Redação

O caso de racismo contra um aluno da UNESP de Ilha Solteira, ocorrido na última quinta-feira (24), vem ganhando repercussão e instituições da comunidade unespiana estão se manifestando.

A República Vem Cá Bebe, onde a vítima mora, a UNESP de Ilha Solteira, a Batera do Inferno, o Núcleo Afro-Brasileiro e Indígena de Ilha Solteira (NABISA) e o Núcleo de Apoio e Discussão de Gênero e Sexualidade (NUGENS), além do Centro Acadêmico de Engenharia Agronômica, já emitiram notas de repúdio ao caso.

A UNESP divulgou uma nota manifestando seu “mais veemente repúdio aos ataques racistas ocorridos em nossa comunidade”.

Em suas redes sociais, a faculdade reforçou que toda e qualquer prática de preconceito é crime e deve ser levada ao conhecimento das autoridades responsáveis para que providências sejam tomadas.

“A Ouvidoria FEIS está à disposição para analisar e dar andamento às denúncias que receber, sempre de forma anônima, através do site: www.feis.unesp.br/ouvidoria”.

“Não nos calaremos”
A república universitária “Vem Cá Bebe” também expressou, por meio de nota, “veementemente seu repúdio ao ato de racismo” direcionado a um de seus moradores.

Os colegas de república ressaltaram que o racismo “é inaceitável e deve ser firmemente combatido. Considerado um crime de ódio que vai contra todos os valores de igualdade, respeito e diversidade que nossa República defende”.

De acordo com os estudantes, a discriminação racial não tem lugar na comunidade unespiana, “e não seremos coniventes com atitudes de ódio e preconceito”.

A República Vem Cá Bebe afirmou que permanecerá vigilante na luta contra o racismo e que não se calará diante de atos como o denunciado.

“Profunda indignação”
A Batera do Inferno, composta por estudantes da UNESP de Ilha Solteira, também se manifestou através de nota de repúdio.

“É com profunda indignação que viemos a público manifestar nosso repúdio ao ato de racismo que ocorreu no dia 24 de agosto direcionado a um estudante de nosso campus e cometido por um estudante deste mesmo campus”.

A Batera reforçou que luta para criar um ambiente acolhedor que não tolera discriminações e violências contra quaisquer minorias e que incentiva a denúncia do crime ocorrido.

“Através dessa nota, queremos demonstrar o nosso apoio à vítima, é lamentável a persistência dessa violência em nossa comunidade”, escreveu nas redes sociais.

Os integrantes da Batera ainda ressaltaram que estão atentos para que o processo da denúncia puna o responsável pelo crime.

“Solidariedade ao estudante”
O NABISA e o NUGENS divulgaram nota conjunta também repudiando o ato de racismo contra o estudante unespiano.

“Os núcleos estão acompanhando os desdobramentos da denúncia realizada junto à Unesp/Feis, para que os fatos sejam investigados com muita seriedade e apuradas as responsabilidades dos culpados diante da gravidade”, traz a nota conjunta.

Também reafirmaram “todo apoio no combate ao racismo e solidariedade ao estudantes”. Os núcleos declararam ainda que estão junto com a vítima acolhendo, dialogando e dando suporte para o que for necessário durante as investigações.

“Racismo não é opinião. É crime”
O Centro Acadêmico do curso de Engenharia Agronômica da UNESP de Ilha Solteira também divulgou uma nota de repúdio sobre o caso.

Na nota, o Centro “expressa o mais profundo repúdio diante do recente ato de racismo, ocorrido na semana passada, contra um dos nossos colegas de universidade”.

“É com consternação e indignação que testemunhamos tal comportamento, que vai contra os princípios fundamentais de igualdade, dignidade e respeito que devem nortear todas as relações humanas”.

A nota termina afirmando que o curso “não se identifica com alunos dessa natureza”.

“Qualquer estudante do curso que não siga princípios fundamentais de amor, respeito e empatia pelo próximo, não deve ser vinculado à nossa valorosa comunidade acadêmica”.

 

Entenda o caso
Um aluno da UNESP de Ilha Solteira, de 19 anos, foi vítima de racismo e ameaça quando estava em bar da zona sul de Ilha Solteira.

De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil, a vítima informou que estava com amigos no estabelecimento, quando duas pessoas chegaram no local e começaram a observá-lo.

A vítima informou que um deles se aproximou e falou “E aí Lukaku”, referência a Romelu Lukaku, jogador belga e negro, que defende o Chelsea.

O acusado voltou à mesa mais duas vezes, falando a mesma coisa. Na terceira, a vítima falou que aquilo era racismo. O acusado, então, teria dito “que ele deveria ter orgulho de ser chamado pelo nome de um jogador preto”.

A vítima relatou, ainda, que o acusado passou a fazer ameaças, dizendo que ia bater nele e nos amigos que estavam com ele. E que ele “deveria aceitar o seu lugar e que racismo era mimimi”.

O acusado ainda teria feito ameaças de morte. Foi quando todos que estavam na mesa decidiram ir embora.

No dia seguinte, ao acordarem, encontraram pichado na calçada que fica na frente da casa a frase “sua hora vai chegar”.

O Ilhadenoticias.com conversou com o delegado Miguel da Rocha Neto, da Polícia Civil de Ilha Solteira, que informou que está trabalhando na identificação dos acusados.

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