Douglas Cossi Fagundes
Da Redação
O prefeito Rodrigo Kokim (PL) vetou integralmente o Projeto de Lei 70/2025, que previa a isenção do pagamento do IPTU para imóveis localizados em vias públicas com condições precárias de infraestrutura, como buracos, falhas constantes na iluminação pública e ausência de rede de água encanada ou coleta de esgoto.
+ NOTÍCIAS: Clique e faça parte do canal do Ilhadenoticias no WhatsApp
A proposta é de autoria do vereador Alessandro Rodrigues, o Tomate (PT), e havia sido aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal em 15 de dezembro.
O que diz o projeto
O texto estabelece que o morador poderia solicitar a isenção do IPTU à Prefeitura, anexando fotos ou vídeos que comprovassem os problemas na via pública e solicitar, no mesmo pedido, a execução dos reparos. Caso o Município não inicie os serviços em até 60 dias, o contribuinte teria direito à isenção total do imposto naquele exercício fiscal. O benefício poderia ser renovado se a situação persistisse, mediante novo protocolo. A Prefeitura também poderia realizar vistoria e cancelar a isenção em caso de fraude.
LEIA TAMBÉM
CÂMARA: Kokim veta projeto que prevê distribuição de medicamentos à base de cannabis em Ilha Solteira
SEGURANÇA: Polícia Militar Ambiental recupera parte de gado furtado em Ilha e prende homem por receptação
EDUCAÇÃO: Rede Municipal de Ensino de Ilha Solteira registra avanço na fluência leitora dos estudantes
Razões do veto
Nas razões encaminhadas ao Legislativo, o prefeito argumenta que o projeto apresenta vício de iniciativa, por tratar de matéria tributária — concessão de isenção — que seria de competência do Poder Executivo. Segundo o documento, a proposta também fere o princípio da separação dos poderes.
Outro ponto central é a ausência de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, exigida pelo artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) e pelo artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o Executivo, a medida geraria renúncia de receita sem estudo prévio e sem indicação de compensação, o que poderia comprometer o financiamento de serviços públicos. O veto cita, inclusive, entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a obrigatoriedade desse tipo de estimativa em leis que concedem benefícios fiscais.
O prefeito conclui que, apesar da “boa intenção” da proposta, a sanção poderia resultar em inconstitucionalidade e prejuízo ao interesse público, motivo pelo qual optou pelo veto total.
O veto está em tramitação nas Comissões da Câmara Municipal e ainda não há data definida para votação em plenário.
Siga o ilhadenotícias nas redes sociais: Whatsapp clicando aqui, no Facebook clicando aqui e aqui, no Instagram aqui, no youtube aqui e no twitter aqui
Receba notícias pelo Whatsapp
Quer receber notícias no seu celular sem pagar nada? 1) adicione este número à agenda do seu telefone: 18 99132-5461; 2) envie uma mensagem para este número por WhatsApp, informando seu nome
O www.ilhadenoticias.com não autoriza a reprodução parcial ou integral deste texto
Os comentários referentes ao texto são de inteira responsabilidade do seu autor, já que estão diretamente ligados às suas contas nas redes sociais
























