Douglas Cossi Fagundes
Da Redação
A cobertura vacinal contra a dengue em Ilha Solteira segue baixa. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que apenas cerca de 24% do público-alvo recebeu a vacina contra a doença no município. O índice preocupa, especialmente diante do aumento expressivo de casos registrado em 2025 e da possibilidade de uma epidemia em 2026, principalmente durante o período chuvoso.
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A vacinação é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que podem se imunizar em qualquer unidade de saúde do município, das 8h às 17h30. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
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Segundo a Vigilância Epidemiológica, 1.457 pessoas estão aptas a receber a vacina contra a dengue em Ilha Solteira. No entanto, apenas 361 procuraram as unidades de saúde para receber a primeira dose, o que corresponde a 24,78% do público-alvo. A adesão é ainda menor em relação à segunda aplicação: somente 151 pessoas retornaram para completar o esquema vacinal, representando 10,36% do total previsto.
Em 2025, o município registrou 505 casos de dengue, número que evidencia um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores. Em 2024, foram contabilizados 54 casos, o que representa um aumento de aproximadamente 835%. Já em comparação com 2023, quando foram confirmados 239 casos positivos, o crescimento foi de cerca de 111%.
Alerta para epidemia
A situação é agravada pelo resultado da última Avaliação de Densidade Larvária (ADL) realizada pela Vigilância Epidemiológica, que coloca Ilha Solteira em situação de alerta para a dengue.
De acordo com o Ministério da Saúde, o índice ideal é de até 1% — o equivalente a uma casa com larvas a cada cem imóveis visitados. Índices entre 1% e 3,9% indicam alerta, enquanto valores acima de 4% apontam risco de epidemia.
Em Ilha Solteira, a ADL mais recente foi de 2,17%, o que demonstra que os agentes continuam encontrando quantidade preocupante de larvas do mosquito Aedes aegypti em residências do município.
A Vigilância reforça a importância da colaboração da população, com a eliminação de possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças, como zika e chikungunya, além da adesão à vacinação, considerada uma das principais formas de prevenção.
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