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Sindicato tentará novo encontro com prefeito para discutir reajuste

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

Assembleia foi realizada nesta terça-feira (Foto: Divulgação)

 

O Sindicato dos Funcionários Públicos, em assembleia realizada nesta terça-feira (26), decidiu tentar um novo encontro para discutir a reposição/reajuste salarial dos servidores. Caso não consiga, uma nova assembleia será realizada em julho, e uma paralisação de advertência não está descartada.

A entidade vem tentando, sem sucesso, discutir o reajuste com Otávio desde abril. Agora, uma nova tentativa será feita. “Vamos tentar uma nova reunião. Se não conseguirmos, vamos discutir o que fazer em uma assembleia que deve acontecer no dia 10 de julho. Uma paralisação de um dia, de advertência, não está descartada. Caberá aos funcionários decidirem”, disse o vereador e presidente do Sind Ilha, Valdeci ferreira Lima (PV).

O SindIlha deve reivindicar o reajuste anual, baseado na inflação acumulada nos últimos doze meses (cerca de 3%), mais aquilo que deixou de ser dado nos três últimos anos, durante os Governos de Bento Sgarboza e Otávio Gomes, algo em torno de 15%. No início de 2017, durante o Governo Interino de Emanuel Zinezi (DEM), a categoria teve 5% de reajuste (reposição de parte do que deixou de ser parte nos dois últimos anos do Governo Bento).

Além do reajuste no salário, o sindicato também irá reivindicar reajuste no vale alimentação, além da adoção de um valor único para todos os funcionários.


Folha comprometida - Com os gastos com a folha de pagamento dos funcionários públicos comprometendo 54% do orçamento do Município, o prefeito Otávio adiou, por tempo indeterminado, a possibilidade de conceder reajuste salarial para os servidores e cortou o pagamento de horas extras. Até a redução, também está afastada a volta do sobreaviso.

Os gastos com a folha em Ilha Solteira extrapolam o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), obrigando Otávio Gomes a adotar medidas que busquem a redução. Para o Tribunal de Contas, gastos com o funcionalismo público não pode ultrapassar o “limite prudencial” de 51,30%. Se o município ultrapassar este teto, passa a ter uma série de limitações.

Otávio culpa a queda na arrecadação para o aumento dos gastos com a folha de pagamento. “Com a queda na arrecadação, esse índice se elevou. Em 2016, por exemplo, tivemos uma arrecadação de R$ 117 milhões e um gasto com pessoal de R$ 56 milhões. Em 2017, arrecadamos R$ 100 milhões e gastamos com a folha praticamente o mesmo, R$ 55,8 milhões. Mesmo gastando o mesmo, esse índice aumentou porque arrecadamos menos”, explica Gomes.

Otávio afirma que o quadro, por enquanto, permanece o mesmo em 2018. Houve queda na arrecadação no primeiro quadrimestre. Mas há perspectiva de melhora para os próximos meses. “Tínhamos uma previsão de melhora na arrecadação no primeiro quadrimestre, mas isso não se confirmou. Permaneceram os mesmos valores do ano passado. Esperamos que a arrecadação aumente. Mas só saberemos disso quando efetivamente acontecer”, disse Gomes.

A Prefeitura espera que até o fim do segundo quadrimestre, no final de agosto, consiga baixar os gatos com a folha para, no mínimo, 51,30%.


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